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Nome: Ana
Idade: Na base dos 20
Histórico: Uma pessoa que vive. E vive. Muito.

terça-feira, 17 de junho de 2008


A tal da moda

Muito me chama a atenção o modo como Lipovestky começa seu livro sobre "O império do Efêmero".

Quando ele nos introduz nesse mundo que envolve moda, consumo e publicidade, fala logo da questão "descartável" da moda: "A questão da moda não faz furor no mundo intelectual", diz ele. Me chamou a atenção pelo fato de eu também pensar assim. Antigamente. Nunca achei a moda essencial e nunca deixei de sair de casa por ela. Mesmo se já fosse a quarta vez que eu usasse a mesma sainha, que além de amar não tinha outra opção. Mas, mudei um pouco de opinião quando comecei, por acaso, a saber um pouco do que se trata esse assunto que tem um "quê" de inutilidade útil. Digo por acaso porque na delimitação de tema para o meu mestrado acabei definindo como tema a publicidade de moda. Só que estudar essa publicidade me abriu os olhos para uma moda completamente diferente. O que está por trás do consumo, seu papel afetando o pessoal e mais ainda o social. Descobrir como a moda faz parte da vida social é fascinante e todo esse "glamour" envolto é o real motivo da moda ser moda.

O que é lindo na moda é a novidade, a criação, o inusitado. É a Carlota Joaquina sair nas ruas brasileiras e fazer do lenço amarrado na cabeça a nova moda dos colonos. Sem eles saberem,  lógico, que ela apenas queria acabar com os piolhos que a "atacaram" no seu percurso Portugal/Brasil.

No SPFW desse ano, a busca pelo inusitado levou uma grife brasileira a procura de uma passarela um tanto quanto estranha. A Cavalera desfilou sua coleção às margens do Rio Tietê e nem assim deixou de ter o glamour pretendido. Porque a aura da moda está longe do chão e até mesmo das barras de vestidos enlameadas. Ela está no olhar perdido dos modelos transeuntes e na alma de quem a faz.

Não que eu tenha virado escrava da moda (já basta o secador para cabelos lisos all days) mas hoje vejo com olhos bem diferentes. Olhos curiosos para ver as próximas tendências e e saber quais alternativas poderemos misturar para brincar e interpretar nesse grande palco que se chama vida, nesse enorme cenário, que são as ruas do dia-a-dia.



enviado por Ana Patrícia - Ana Patrícia às 0:47 hs. comentários[0]
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terça-feira, 10 de junho de 2008


Crise de setor

A gente insiste em achar que a vida algum dia vai ser perfeita - forever. Que ilusão... sempre. Nessas horas a gente se esquece que o ser humano é imperfeito, que nós somos eternamente insatisfeitos e que em uma vida inteira não dá pra termos tudo o que a gente quer. E eu como sempre, chata e reclamona.

Uma formiguinha (ops, um gatinho) me disse que tem uns textos meio deprês por aqui... Mas essa é a essência da vida. A insastifação constante, a busca sem fim, o recomeço diário. Não que por isso devamos ser mau humorados em regime integral.

O problema é que a vida é como uma organização: possui setores. Cada setor tem que estar bem organizado para a harmonização da empresa chamada Vida. Eu pareço que não sou boa administradora, pq sempre tem um setor meio bagunçado. Meu setor com o alarme de SOS ligado e campainha estridente tocando é meu setor profissional.

Um mestrado rolando e junto com ele tantas dúvidas, tanto medo, tanta insegurança. Tem uma hora que parece que a pessoa trava. A inercia toma de conta. É um "quero não quero" sem fim. Um esforço tremendo pra ler, ler, ler, pensar, escrever. É preciso paciência para ouvir muitas críticas e humildade para aceitá-las. Seu ego vai um pouco por agua abaixo, sim. Por isso é preciso o equilíbrio constante. Aquele utópico, sabe?

O que tudo isso tem a ver com a vida perfeita? O que tem a ver é que tem um outro setor que nunca funcionou tão bem. Ele tava meio desorganizado mas chegou alguém na empresa para mudar tudo, organizar todas as pastas e botar ordem na bagunça. Isso que é eficiência! :)

A felicidade tá de um lado do coração e a angustia do outro. O coração apertadinho por não ter as coisas concluídas, livros para ler, laudas pra escrever e pela procura do melhor caminho a seguir. O bom disso tudo é que há outro coração agora batendo junto lá no outro setor. E eu já ouvi falar, que dois fazem bem mais que um.



enviado por Ana Patrícia - Ana Patrícia às 1:52 hs. comentários[0]
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